Un análisis bastante interesante del modelo africano de inteligencia competitiva, en una lengua vecina: él portugués. Isabel Santos – InovaIntelligence

« A Competitive Intelligence (CI) enquanto disciplina académica é, como se sabe, uma realidade recente. Enquanto área prática leva mais alguns anos de existência, séculos poderíamos dizer, se recorrermos às premissas (hoje já tão divulgadas) de Sun Tzu, uma das fontes inspiradoras deste campo de conhecimento.
Esta dualidade – que no meu entender é fundadora e integradora da própria disciplina – manifesta-se às vezes em aspectos que podem revelar-se algo surpreendentes.
Um desses aspectos é aplicação do processo na prática. Isto é, não só o modo como desenvolvemos no terreno os procedimentos e as tarefas necessárias à execução da Inteligência Competitiva mas, particularmente, o modelo teórico que adoptamos para sustentar a aplicabilidade desses procedimentos.
Na literatura científica (e alguma comercial) podemos encontrar uma ou outra variante do modelo básico (ciclo) de Inteligência Competitiva que, na sua essência, é composto pelas 4 fases conhecidas: Identificação das Necessidades de Informação, Recolha de dados, Análise e Disseminação. Este modelo pode variar até as 5 ou 6 fases, e, mesmo assim, manter – nos fins e nos meios, digamos – a integridade do processo original.
Ora tomei conhecimento recentemente de uma nova variante do modelo inspirada numa vertente mais ofensiva da CI. É apresentado como sendo constituído por sete fases: Recolha, Processamento de dados, Análise, Influência, Lobbying, Benchmarking e Information Warfare. O modelo é assumido por Guy Gweth, um analista formado na École de Guerre Économique que acaba de criar uma consultora de CI vocacionada para o Continente Africano. As áreas de negócio da empresa são exactamente as fases atrás mencionadas. Para Guy Gweth esta é a Competitive Intelligence que África precisa.
Podemos discutir este modelo e cada uma das suas fases em vários ângulos e com profundidade diversa, mas para já, o que mais gostaria de destacar é a inclusão no modelo da Influência e do Lobbying. A formação deste analista na École de Guerre Écnonomique oferece uma explicação para essa inclusão. Mas pergunto-me como é que estas duas áreas garantem ou reforçam o processo de produção de ‘intelligence’, refiro-me enquanto processo de investigação objectivo, rigoroso (tanto quanto possível) que apoia a decisão estratégica?.
Espero desenvolver esta temática noutras oportunidades, pois ela oferece vários motivos interessantes de reflexão.
Um deles diz respeito à relação intrínseca entre as práticas no terreno, os modelos que as sustentam e o modo como se influenciam mutuamente. O outro refere-se à relação entre a CI, a visão estratégica e o meio envolvente.
Deve o ambiente envolvente mudar estruturalmente o modelo de CI? Deve fazê-lo a visão estratégica? »